Esta semana completo 120 dias de mandato no Senado Federal. Ao longo desse período, busquei experiências acumuladas em 40 anos de vida empresarial para perseguir um foco: a produção de uma política de resultados.
Os anais do Congresso Nacional podem atestar o intencional desvio que promovi da política pela política, que articula manutenção de poder mas não chega à mesa dos paraibanos, não abre caminho para o crescimento da qualidade de vida da população, não incrementa a economia local.
Desde a primeira vez que pisei no tapete azul do Senado Federal – que tantos dizem produzir o “canto da sereia” – procurei ter muito claro comigo algumas orientações. A principal delas é que, como senador, sou um funcionário público que deve honrar os salários recebidos dos cofres da União.
Me desvinculei de meus afazeres de empresário para fazer jus a esta nova condição. E, se não literal, mas efetivamente, tenho “batido o ponto” no Senado em jornadas que miram à produtividade que sempre busquei imprimir no meu cotidiano empresarial.
O resultado desse esforço se traduz em dezenas de projetos de lei, requerimentos, pareceres e pronunciamentos em defesa de ações economicamente sustentáveis que possam pinçar a Paraíba dessa condição de vizinho pobre, espremido entre dois estados que caminham a passos largos para o desenvolvimento.
Sim, não se pode ocultar a verdade que se desenha em nossas fronteiras: os gramados dos vizinhos estão nitidamente mais verdejantes.
Pernambuco, por exemplo, conseguiu construir uma pauta econômica ao longo de sucessivos governos, que divergiram politicamente, mas mantiveram o foco nas ações estruturantes. Estão aí para provar o Porto de Suapé, a refinaria da Petrobras e o Estaleiro Atlântico Sul. O resultado disso? Crescimento acima da média nacional - 9,7% ano passado, de acordo com o IBGE.
Diferente deles, a Paraíba se mantém patinando nas estatísticas oficiais, vetada dos grandes investimentos. E ainda assiste a manobras inacreditáveis, como esta proposta de construção de uma alça para que os trilhos da Transnordestina passe ao largo do nosso Estado.
São estes cenários que me inspiram no Senado a construir um mandato que visa quebrar as algemas da dependência secular da Paraíba em relação ao stabelishiment público – esse osso político que promove dependência e impede os avanços.
E precisamos avançar. Mirando este foco, ao final destes 120 dias, reitero o que disse ao chegar: o desejo pessoal de que o futuro possa lembrar de minha passagem pelo Senado como militante dedicado à estruturação econômica da Paraíba.
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