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07-03-2010
O que esperar do PAC 2
Março chegou e, junto com ele, a expectativa em relação ao anúncio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento.
O que o PAC 2 trará a Paraíba?
As promessas de Lula, feitas ano passado em Campina Grande, antecipavam “mais obras” para o Estado nesta segunda versão. Obras que, segundo o presidente, deveriam ser listadas pelos representantes paraibanos.
Acredito (pois sou um otimista) que Lula tenha ouvido meu samba de uma nota (insistentemente só), entoado ao longo do último ano nos corredores dos ministérios e na tribuna do Senado Federal:
A Paraíba precisa de projetos estruturantes – investimentos que criam um círculo virtuoso dentro da economia, atraindo empresas, criando emprego, gerando renda.
Projetos como o porto de águas profundas de Lucena, obra de aproximadamente 2 bilhões destinada a escoar a produção nordestina. Ou, ainda, o ramal da transnordestina, incluindo a Paraíba nesta nova configuração ferroviária do País.
Esperamos que também estejam contidos neste pacote a duplicação da BR 104 (ligando Campina a Pernambuco) e a conclusão das obras de duplicação das BRs 101 e 230. Além do deslanche (ainda que tardio) do Pólo Turístico Cabo Branco, onde serão acomodadas as demandas criadas pelo centro de convenções.
Mesma demanda que obrigará a ampliação da malha aérea paraibana, capenga diante de um cenário de crescimento recorde no fluxo de passageiros.
No primeiro caderno desta edição estão os números da Infraero que atestam a necessidade de criar a infraestrutura necessária para João Pessoa recuperar o tempo perdido na corrida por seu lugar ao sol no trade turístico nordestino.
Temos motivos para ser otimistas?
Temos. O destravamento dos recursos para o centro de convenções, por exemplo, sinalizam que a resposta do Planalto tem sido mais rápida.
Se é verdadeira a premissa de que toda gestão modifica o perfil governamental, o atual - ao que tudo indica – tem maior musculatura em Brasília.