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05-07-2010
O exemplo da Colômbia
Pronuncie Colômbia e a primeira imagem a se formar é de um país imerso na violência do tráfico de drogas. Se ainda pensa assim, esqueça. A Colômbia que visitei há uma semana é uma nova nação. Ressurgiu das cinzas em aliança com os Estados Unidos, recuperando sua economia, estancando o derramamento de sangue dos cartéis e proporcionando distribuição de renda a todos os estratos sociais.
O fenômeno econômico-social em curso na Colômbia é, guardado as proporções, semelhante ao que testemunhamos no Brasil. Aliás, mesmo em fronts políticos opostos (o presidente Álvaro Uribe ladeado pelo Tio Sam e Lula mais posicionado na centro-esquerda), a atmosfera eleitoral também sinaliza para as mesmas sensações de temperatura e pressão sentidas no nosso País.
Assim como o presidente Lula no Brasil, Uribe desfruta de grande aceitação popular – fenômeno que rendeu no domingo 20 a eleição de seu candidato, Juan Manuel Santos. Exatamente o que se espera que se reproduza no Brasil, com a eleição de Dilma Rousseff.
As duas eleições de candidatos governistas estão relacionadas a outro fenômeno: o de que, nos tempos atuais, pesam mais na escolha da população aspectos desenvolvimentistas do que ideológicos.
A posição do time (ao centro, direita ou esquerda) não tem mais tanta importância no xadrez político. Interessa mesmo é a saciedade das necessidades, viabilizadas por uma economia estável e em crescimento.
Uribe conseguiu isso na Colômbia e fez seu sucessor. Lula consegue isso no Brasil e é mais do que provável que fará Dilma sua sucessora.
Deste lado de cá do mapa, a Paraíba caminha para reproduzir a mesma tendência, elegendo José Maranhão.
Como disse aos jornalistas do Correio da Paraíba, em entrevista que está reproduzida na edição deste domingo, Maranhão pode não ser o candidato mais eloqüente e certamente não ostenta a melhor estampa, mas tem o mais importante para os paraibanos: uma performance empreendedora, que permite a Paraíba acompanhar o ritmo de desenvolvimento do Brasil.
Da minha parte, tem mais um adendo nesta aposta pela reeleição de Maranhão: sou um avó preocupado com a Paraíba que estamos construindo. Quero deixar para meus netos uma Paraíba mais próspera.