• Tamanho da letra
  • A+
  • A-

Artigos

16-08-2010

A ficha de quem faz o jogo sujo

Retroação ilegal. Pena cumprida em duplicidade. Ilegitimidade.
 
Mais do que variado, o leque de golpes e contragolpes que frutifica da imaginação fértil de quem esperneia contra a aplicação da lei Ficha Limpa é preocupante.
 
Porque o que se coloca em xeque a partir desse espernear público são nossas instituições. E estamos tratando aqui de pelo menos duas das mais importantes: Judiciário e Legislativo.
 
Os filósofos iluministas já disseram que, na ausência das instituições, o homem se reencontraria com a barbárie em uma semana.
 
Nos últimos tempos, temos assistido estes bárbaros (nada doces) em protestos que desafiam toda a estrutura que os brasileiros construíram para sua nação ao longo de 500 anos de história.
 
Ou em comemorações que desafiam a imaginação: afinal, o que há para se comemorar em uma condenação?
 
Condenação continua sendo condenação mesmo que seja de 3 e não de 8 anos. Mais do que isso: remete, em ação confirmativa, ao crime praticado.
 
Em bom paraibanês, devo insistir: voga espernear, mas não atacando as leis e ao seu cumprimento. As instituições devem – e precisam – sobreviver às frustrações particulares.
 
Não é verdade que o voto do eleitor está sendo confiscado.
 
Ao contrário disso, está sendo depurado. Ou, como disse esta semana o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandoski, a lei “promoveu uma limpeza e já causou uma revolução na sociedade’.
 
Esta limpeza ou depuração, que o Congresso Nacional materializou na Lei Ficha Limpa, bem recebida pela Justiça Eleitoral, é resultado de uma das maiores campanhas públicas já vistas na história recente desta República.
 
O povo fez um “lobby” do bem, exigindo a retirada de cena de quem - no exercício de suas funções públicas - tenha se comportado de forma ilícita ou sem ética.
 
Qualquer outro entendimento é cortina de fumaça. Golpe de vista. Dissimulação.
 
Ações que, diga-se de passagem, são inócua. “Hoje o eleitor quer saber os antecedentes do candidato”, avisa Lewandoski, interpretando o julgamento que virá das urnas dia 3 de outubro: o de que, quem agiu ferindo a ética no passado, não será credenciado para o futuro.

Acesse o site do PRB

Deixe seu recado

Newsletter

Receba notícias e novidades no seu email.


Copyright Senado. Todos os direitos reservados.

Criação de Sites e Comunicação Digital: Agência Qualitare