Roberto Cavalcanti PRB

29 de agosto de 2010

A origem do nosso azar

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Postado por: assessoriarc

O assassinato de João Pessoa figura como um dos capítulos mais trágicos da história política da Paraíba. Poucos atentam, porém, para um fenômeno ainda mais desolador: mesmo antes dele, e incontáveis vezes depois, inúmeros governadores paraibanos tiveram seus mandatos interrompidos. Seja por morte, renúncia ou cassação.
Somos um povo azarado?
Acredite ou não, o fato é que a república tabajara está repleta de incidentes, acidentes e tragédias que nos embalaram de forma turbulenta. E certamente influenciam sobre a (in)estabilidade institucional e a saúde financeira do Estado.
Tantas mudanças bruscas criaram um quadro permanente: respondemos por míseros 0,8% do PIB nacional (o quarto menor da Federação) e estamos instalados naquela faixa do País que anda em descompasso com esse Brasil que migra para o quinto lugar no ranking econômico mundial.

00000engrenagemO assassinato de João Pessoa figura como um dos capítulos mais trágicos da história política da Paraíba. Poucos atentam, porém, para um fenômeno ainda mais desolador: mesmo antes dele, e incontáveis vezes depois, inúmeros governadores paraibanos tiveram seus mandatos interrompidos. Seja por morte, renúncia ou cassação.

Somos um povo azarado?

Acredite ou não, o fato é que a república tabajara está repleta de incidentes, acidentes e tragédias que nos embalaram de forma turbulenta. E certamente influenciam sobre a (in)estabilidade institucional e a saúde financeira do Estado.

Tantas mudanças bruscas criaram um quadro permanente: respondemos por míseros 0,8% do PIB nacional (o quarto menor da Federação) e estamos instalados naquela faixa do País que anda em descompasso com esse Brasil que migra para o quinto lugar no ranking econômico mundial.

Quem mais contribui para o nosso PIB é justamente o setor público (31,3%). Daí porque nossa história política está tão marcada por contendas, dissensões e traições.

Em um estado fragilizado economicamente, a máquina estatal é o alvo desse cabo de guerra entre grupos que – mais centrados na destruição de seus oponentes – esquecem de mirar nas ações de desenvolvimento.

Iniciativas que precisam ser concretizadas, a exemplo do porto de águas profundas, ramal da transnordestina, projetos de uso sustentável das águas perenizadas pela transposição, infraestrutura turística e de saneamento.

Como não acredito em azar e estou mais do que convencido de que sorte vem para quem trabalha, eis aí a origem do “mau agouro” implícito na história e até mesmo no significado, em Tupi, do nome que batiza nosso estado: Para (rio) Íba (ruim).

Com efeito, nossas mazelas nada têm a ver com o esotérico e sim com a disputa fratricida do poder pelo poder.

Como conseqüência, capítulo após capítulo, continuamos a redigir uma história com um cenário que não muda: dependemos da máquina, brigamos pela máquina, sufocamos a máquina.

E paramos a engrenagem.


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