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Notícias

23-12-2010

Emocionado, Roberto se despede do Senado: “Briguei, alertei, reclamei e cobrei pela Paraíba”

 Parlamentar paraibano foi saudado por colegas do plenário, que destacaram sua assiduidade e compromissos com o Estado.

 

 

Foram mais de dois anos, contando com a experiência de quatro meses vivida em 2006, representando a Paraíba no Senado Federal. Hoje, o senador Roberto Cavalcanti (PRB) se despediu oficialmente da tribuna da Casa, onde realizou mais de 200 pronunciamentos e de onde - segundo destacou em seu discurso de despedida - brigou, reclamou, alertou e cobrou em nome dos interesses do Estado.

 

“Foram anos de aprendizado intenso, durante os quais busquei fazer o máximo possível pelo Estado da Paraíba, pelo Nordeste, pelo Brasil”, declarou Roberto Cavalcanti, destacando a convivência “com imortais da política e das letras, como José Sarney e Marco Maciel; com homens da estatura moral de Pedro Simon e Eduardo Suplicy, com a sensibilidade social do meu líder Marcelo Crivella; com mulheres da fibra de Marina Silva, Marisa Serrano ou Rosalba Ciarlini”.

 

No adeus ao ambiente legislativo, o parlamentar paraibano também fez retrospecto dos trabalhos desenvolvidos ao longo do mandato, focado em temas político-econômicos.

 

“Defendi com afinco os interesses da Paraíba”, assegurou Cavalcanti, listando entre suas ações a cobrança por mais investimentos do PAC no Estado para financiar projetos estruturantes capazes de reverter o que chamou de “círculo vicioso da pobreza”.

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“Fiz de temas como a necessidade de uma presença mais efetiva da Petrobrás na Paraíba, o Aeroporto Castro Pinto, a revitalização do Porto de Cabedelo, a construção do Porto de Águas Profundas em Lucena e, posteriormente, em Mataraca, a inclusão de uma alça de inserção no ramal da Transnordestina para contemplar a Paraíba, incansáveis bandeiras de luta”, avaliou.

 

Entre 2006, 2009 e 2010 o senador apresentou 25 proposições legislativas (entre projetos de lei e Propostas de Emenda à Constituição), relatou 186 matérias nas oito comissões das quais participou e comandou inúmeras audiências públicas para tratar de problemas nacionais e regionais, entre os quais o endividamento dos pequenos produtores nos campos da Paraíba e demais estados nordestinos.

 

“Mas não zelei apenas pelos interesses da Paraíba - entre projetos de lei, projetos de resolução e propostas de emenda à Constituição refere-se a iniciativas que beneficiarão o País como um todo”, aponta Cavalcanti, destacando a PEC que federaliza os crimes de homicídio praticados contra jornalistas no exercício da profissão e o Projeto de Lei que prioriza o seu julgamento.

 

“Também apresentei Proposta de Emenda à Constituição criando a ficha limpa para os servidores públicos estáveis e comissionados”, informou, acrescentando que, preocupado com o sentimento de indignação da sociedade brasileira, ainda apresentou projeto de lei para instituir rito especial nas ações por ato de improbidade administrativa.

 

“Nesses dois anos de Senado, portanto, me utilizei desta tribuna para reclamar, brigar, repudiar, elogiar, comemorar, cobrar, esclarecer, alertar, comunicar - foi um período ímpar na minha vida”, resumiu Cavalcanti.

 

O parlamentar disse que, entre as inúmeras experiências marcantes vividas sobre os tapetes azuis, o dia 2 de junho deste ano sintetiza a “catarse emocional” de estar representando a Paraíba na mais alta corte legislativa do País.

Naquela data, a pedido do presidente Lula, Vinícius de Moraes foi promovido a ministro de primeira classe da carreira diplomática.

 

“Para ele (Vinicius de Moraes), as duas atividades - a poesia e a diplomacia - estavam inseparavelmente unidas. Ao exonerá-lo do Itamaraty, portanto, a ditadura fez muito mais do que deixá-lo desempregado: ela retirou de Vinícius uma parte importante de sua identidade. Sua reincorporação e sua promoção representam, assim, a afirmação da importância da arte para a cultura do País”, declarou.

 

Citando o poeta, por meio da canção “é preciso dizer adeus”, Roberto Cavalcanti agradeceu aos colegas, colaboradores de seu gabinete e a Paraíba, reafirmando: “Ao meu Estado, dediquei o máximo da minha capacidade de trabalho e suei a camisa para poder realizar oito anos em dois”.

 

Emocionado, o senador finalizou o pronunciamento com a expectativa do retorno à Paraíba e ao convívio mais estreito com a família.

 

“Volto para onde nunca saí: volto para a família - para minha mulher, Sandra Moura, a quem agradeço pela compreensão no vazio da ausência; volto para meus filhos – Alice, Beatriz, Roberto Filho, Bruna e Lucas; volto para meus genros e nora; volto para meus netos – Maria Beatriz, Bruna, Paulino Neto, Roberto Neto, Bárbara e Maria Clara; volto para meus amigos; para os companheiros de trabalho; volto para meu mar, minhas praias; volto para minha Paraíba.

 

Reconhecimento

 

Cristovam Buarque (PDT-DF) – Apesar da pouca diferença de idade, já fui seu professor. Então, quando o senhor iniciou seu mandato, me perguntei: o que esse menino está fazendo aqui? Hoje, fico orgulhoso de ter sido seu professor, de ser seu amigo e agora colega. Ao longo desse tempo, o vi fazer o dever de casa. Poucos de nós têm tanto rigor no cumprimento do mandato, a começar pelos trabalhos nas comissões. Poucos trazem ao plenário pronunciamentos tão conscientes e lúcidos. Poucos transmitem tanta gentileza entre seus pares. Poucos têm tanta coragem para tomar a decisão de não se candidatar. Isso aumentou meu orgulho do senhor, que é o pernambucano mais apaixonado pela Paraíba que eu conheço. O senhor está se despedindo como um vitorioso. Como colega lhe dou parabéns. Como professor lhe dou nota dez.

 

 

Marco Maciel (DEM-PE) – O senhor chegou aqui para fazer um mandato curto, mas acabou realizando um trabalho extenso, sempre presente nas comissões e no plenário. Filho de uma família importante em Pernambuco, onde seu pai René Ribeiro, ao lado de Gilberto Freyre, realizou um trabalho singular no desenvolvimento da ciência política, se revelou como empresário e agora como pessoa pública. O senhor honrou a Paraíba com seu mandato.

 

Efraim Moraes (DEM-PB) – O senhor tem sido atuante e vigilante em defesa dos interesses da Paraíba. Eu o parabenizo pelo trabalho realizado. Tivemos em lados opostos na política, mas juntos em um lado comum: o da Paraíba. O senhor cumpriu sua missão como representante dos nossos conterrâneos. Parabéns.

 

Álvaro Dias (PSDB-PR) – O senhor falou em aprendizado, mas nestes dois anos foi um mestre, com debates inteligentes e postura sempre elegante – não só na tribuna, mas também no cotidiano. O senhor tem sido elegante sem perder a altivez e mostrou capacidade intelectual, talento e experiência de vida. Parabéns.

 

Heráclito Fortes (DEM-PI) – O grau de afetividade que testemunhamos hoje por parte dos nossos colegas mostra que o senhor deixa sua marca nesta Casa.  O senhor atuou aqui de forma firme, nas comissões e no plenário. Tenho fé em Deus que o senhor volte ao parlamento, pois vai fazer bem a Paraíba e ao Brasil.

 

Magno Malta (PR-ES) – Sou testemunha ocular de seu empenho. O senhor se notabilizou como homem das comissões, onde efetivamente ocorre o trabalho no Senado.  O senhor não se furtou ao seu dever e certamente toda a Paraíba se orgulha de seu desempenho. O senhor se comportou aqui de maneira solícita e solidária e, como empresário, gera emprego, gera honra, pois a honra de um homem é seu trabalho.

Waldir Roupp (PMDB-RO) – O senhor conseguiu fazer o que poucos conseguem: trabalhar tanto em tão pouco tempo. Fez oito anos em dois. O legado de seu trabalho marcou época.

 

Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) – O senhor participou, com muita assiduidade, dos mais importantes debates travados nos últimos dois anos no Senado. Seu mandato será marcado por relatorias e pronunciamentos importantes e por uma atuação muito efetiva. Parabéns.

 

Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) – Foi um prazer conhecê-lo. Tendo assumido suplente, desmistificou o dogma que paira sobre suplentes, pois demonstrou não só que tinha importância na eleição do seu antecessor, mas que também tem virtude e capacidade para exercer este mandato. Para mim é um aprendizado testemunhar sua preocupação com a eficiência de sua atuação, o que fez de sobra.

 

Adelmir Santana (DEM-DF) – Ao contrário do senador Cristovan, que é seu colega e foi professor, fui só seu aluno. Manifesto aqui minha admiração adquirida nestes anos de convivência, que foram realmente de aprendizado.

 

Mão Santa (PSC-PI) – O senhor tem sido um dos parlamentares mais assíduos desta Casa, sem o qual muitas de nossas sessões jamais teriam ocorrido. Sempre foi persistente, aplicado e determinado em honrar seu mandato.

 

Íntegra do pronunciamento:

 

Lá se vão vários anos desde o dia em que aceitei o convite do meu querido amigo José Maranhão para ocupar a suplência.

Fiquei, evidentemente, muito honrado com o convite, e o aceitei com a convicção de que apenas cumpríamos uma formalidade da Justiça Eleitoral.

Se algum vidente tivesse, então, nos antecipado o que os anos seguintes nos reservavam, a mim e ao atual governador da Paraíba, nós dificilmente acreditaríamos em previsão tão fantasiosa àquela época.

A realidade, porém, não se cansa de nos surpreender, e muitas vezes os fatos, como sugere o título de um recente filme hollywoodiano, podem ser mais estranhos que a ficção.

Assumi o mandato de Senador pela primeira vez em agosto de 2006, quando o Senador José Maranhão decidiu disputar o Governo da Paraíba.

Nos quatro meses em que exerci o mandato, comecei a aprender, na prática, o bê-a-bá do processo legislativo e tentei me portar à altura do titular do cargo. Ou seja, tudo dentro do esperado, nada fora do normal.

Até que o destino resolveu diferente e em 2009, quando o Supremo confirmou o entendimento do TSE e reverteu o resultado daquelas eleições de 2006, dando a vitória a José Maranhão, mais uma vez fui chamado a cumprir o fado a nós reservado.

O Senador José Maranhão assumiu, pela terceira vez, o Governo do Estado da Paraíba e eu, consequentemente, retornei ao Senado em fevereiro de 2009 e, hoje, venho, emocionado, a esta tribuna para encerrar minha passagem por esta Casa, já que optei por não disputar as eleições.

Foram praticamente dois anos de aprendizado intenso, durante os quais busquei fazer o máximo possível pelo Estado da Paraíba, pelo Nordeste, pelo Brasil.

Não pude evitar, é claro, a sensação de orgulho ao participar do cotidiano do Parlamento brasileiro.

São poucos os lugares, neste País, em que se pode usufruir da convivência diária com imortais da política e das letras, como José Sarney e Marco Maciel; com homens da estatura moral de Pedro Simon e Eduardo Suplicy, com a sensibilidade social do meu líder Marcelo Crivella; com mulheres da fibra de Marina Silva, Marisa Serrano ou Rosalba Ciarlini.

 Não houve um Senador ou Senadora sequer, independentemente de coloração partidária, com quem eu não tivesse aprendido muito mais do que eu teria a capacidade de ensinar.

 Estou em débito eterno com Vossas Excelências.

Com o apoio de companheiros e companheiras desse calibre – alguns dos quais eu tenho a satisfação de chamar de amigos, como meu conterrâneo e mestre Cristovam Buarque, que conheço há 40 anos –, empenhei-me nos trabalhos no Plenário e nas oito Comissões permanentes e duas Comissões especiais de que fui membro titular.

Defendi com afinco os interesses do Estado da Paraíba.

Lutei pelo Estado nas discussões relativas à transposição do rio São Francisco, cobrei mais investimentos do PAC para a Paraíba, projetos estruturantes capazes de reverter o círculo vicioso da pobreza, propus a criação do campus do Instituto Federal da Paraíba em Sapé, batalhei por mais recursos para o Estado sempre que tive a oportunidade.

Fiz de temas como a necessidade de uma presença mais efetiva da Petrobrás na Paraíba, o Aeroporto Castro Pinto, a revitalização do Porto de Cabedelo, a construção do Porto de Águas Profundas em Lucena e, posteriormente, em Mataraca, a inclusão de uma alça de inserção no ramal da Transnordestina para contemplar a Paraíba, incansáveis bandeiras de luta.

Mas não zelei apenas pelos interesses da Paraíba!

A maioria das 25 proposições legislativas que apresentei em 2006, 2009 e 2010 – entre projetos de lei, projetos de resolução e propostas de emenda à Constituição – refere-se a iniciativas que beneficiarão o País como um todo.

Dentre elas, me orgulha, sobremaneira, a PEC que federaliza os crimes de homicídio praticados contra jornalistas no exercício da profissão e o Projeto de Lei que prioriza o seu julgamento.

Apresentei Proposta de Emenda à Constituição criando a ficha limpa para os servidores públicos estáveis e comissionados.

Igualmente, preocupado com o sentimento de indignação da sociedade brasileira, apresentei projeto de lei para instituir rito especial nas ações por ato de improbidade administrativa.

Sou também autor de projeto de lei para isentar do imposto de renda os proventos de aposentadoria ou reforma recebidos por portadores de diabetes melito.

Visando aprimorar o Código de Trânsito Brasileiro, sugeri alterações na legislação penal.

 Com os olhos postos no futuro e comprometido com estratégias para reposicionar o Brasil no ranking das nações desenvolvidas e sintonizado com as aspirações coletivas no tocante ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, propus benefícios fiscais para operações com veículos híbridos ou movidos à tração elétrica.

 Propus, ainda, alteração do Código de Processo Civil para assegurar a ampliação dos direitos civis dos companheiros, na união estável, entre outros.

 Nesses tempos de semeaduras e colheitas, tive a feliz oportunidade de representar o Senado Federal no exterior em mais de uma ocasião, por exemplo, na Organização das Nações Unidas, em Nova York.

Estive, também, no II Fórum Parlamentar Interamericano em Montevidéu, Uruguai; participei da reunião de constituição da Assembléia Parlamentar Euro-Latino-Americana, em Bruxelas, Bélgica, e representei o Senado na Assembléia da União Interparlamentar, realizada na cidade de Genebra, na Suiça.

Pronunciei-me, nesta mesma tribuna, por quase 200 vezes nos últimos dois anos, cobrando a solução de problemas, apresentando propostas, alertando para os gargalos da nossa infraestrutura, celebrando datas marcantes, como o centenário de nascimento de Rachel de Queiroz e o centenário da morte do extraordinário diplomata pernambucano Joaquim Nabuco.

Emocionei-me e emocionei a outros em homenagens justíssimas como a que prestamos a Octávio Frias de Oliveira, o publisher que administrava com maestria a magia da comunicação; ou à figura controversa e genial do paraibano Assis Chateaubriand; ao tributo, tantos anos atrasado, a um dos maiores mitos do nosso cancioneiro popular, o paraibanissimo Geraldo Vandré!!!

Transformei em bandeira pessoal a luta contra os abusos praticados pelas empresas de cartão de crédito.

É inaceitável que um instrumento econômico e financeiro tão útil seja objeto de práticas extorsivas, como os juros exorbitantes que as administradoras cobram dos clientes.

 Apresentei, pessoalmente, ao presidente Lula uma minuta de decreto que transforma essas empresas em instituições financeiras – o que elas, de fato, já são, sem serem formalmente reconhecidas como tal.

Essa simples ação seria um passo decisivo no sentido de tutelar as administradoras e controlar esse tipo de abuso.

Busquei, ao longo de minha breve atuação parlamentar, trazer para o conhecimento dos brasileiros as questões que afligem os paraibanos.

 A Ferrovia Transnordestina e a transposição do São Francisco, por exemplo, são duas obras com enorme potencial para beneficiar o Estado da Paraíba, mas exigem nossa atenção permanente, nossa cobrança diária, para que os paraibanos não sejam preteridos.

Alertei para a baixa quantidade de obras do PAC a serem realizadas na Paraíba e cobrei do Governo Federal mais iniciativas para o nosso Estado, sempre tão carente de obras importantes de infraestrutura, como saneamento básico, transporte, portos, transmissão de energia e sistemas de irrigação.

Nesses dois anos de Senado, portanto, me utilizei desta tribuna para reclamar, brigar, repudiar, elogiar, comemorar, cobrar, esclarecer, alertar, comunicar.

Foi um período ímpar na minha vida.

Eu, que achava que já tinha visto quase tudo o que havia pra se ver, não tinha ideia de que a experiência no Senado seria tão enriquecedora e, em alguns momentos, tão emocionante.

Uso como síntese desses momentos marcantes, pela catarse emocional e pelo acerto de contas que representou para o imaginário coletivo, o dia 2 de junho deste ano, quando o Plenário desta Casa promoveu Vinícius de Moraes a ministro de primeira classe da carreira diplomática.

O projeto, que surgiu de uma iniciativa do Presidente Lula, foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e gerou a Lei nº 12.265, de 21 de junho de 2010.

Por uma feliz coincidência, eu exercia o mandato de Senador quando, em setembro de 2006, Vinícius de Moraes foi reintegrado aos quadros do Itamaraty.

Quis o destino, quatro anos depois, que eu também estivesse no Senado quando aqui tramitou o processo de sua promoção ao cargo mais alto da carreira diplomática.

Ambos os atos, o de reintegração e o de promoção, têm várias dimensões de significado.

Eles simbolizam, antes de tudo, o resgate de nossa história e a reparação dos erros do passado.

 O próprio Vinícius se definiu, no “Samba da Bênção”, como “poeta e diplomata/O branco mais preto do Brasil”.

Para ele, as duas atividades, a poesia e a diplomacia, estavam inseparavelmente unidas.

Ao exonerá-lo do Itamaraty, portanto, a ditadura fez muito mais do que deixá-lo desempregado: ela retirou de Vinícius uma parte importante de sua identidade.

Sua reincorporação e sua promoção representam, assim, a afirmação da importância da arte para a cultura do País.

 “A hora do sim é um descuido do não”, como disse o poetinha na canção “Sei lá”.

Apesar dos momentos difíceis, no fim das contas “a vida tem sempre razão”, e somos felizes de viver o suficiente para testemunhar esse tipo de reparação.

Por conta de tudo isso, dessa carga histórica e simbólica e por tudo o que ela representou para a cultura brasileira, a sessão em que aprovamos a promoção de Vinícius de Moraes foi, sem dúvida, um dos momentos mais emocionantes que presenciei como testemunha privilegiada da história.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Senadores, como disse Vinícius em outra canção, “é preciso dizer adeus”.

Despeço-me desta Casa com a certeza de que, a ela, dediquei o máximo da minha capacidade de trabalho.

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